eu !

Eu sou o Ricardo Romão, tenho 19 anos e vivo em Trindade, perto de Beja.

Escolhi o Curso Técnico de Energias Renováveis porque, desde pequeno, tenho um grande interesse por actividades relacionadas com mecânica e electrotecnia. Lembro-me, por exemplo, de ter curiosidade por assuntos relacionados com estes ramos e, por isso, desde há algum tempo, que desmonto tomadas e mais coisas relacionadas com o curso. Outra das razões que presidiu a esta minha opção prende-se com o facto de me terem dito que o futuro do nosso país passará pelo desenvolvimento das energias renováveis e que se irão criar muitos postos de trabalho.

De facto, os meus objectivos são, essencialmente, arranjar um emprego para seguir a minha vida sem problemas, ganhar um bom dinheiro, para assegurar uma vida estável. Consequentemente, por agora, o meu maior objectivo é concluir o curso.

Os meus tempos livres são ocupados, preferencialmente, com os amigos, a jogar futebol, a ver televisão, a caçar e a jogar computador.

Por vezes, preocupo-me com alguns problemas existentes no nosso mundo, como a fome e algumas doenças, bem como com algumas pessoas que são excluídas dos seus grupos. Em alguns dos meus momentos de reflexão sobre a realidade social do nosso Mundo, sinto-me incomodado e penso que o ideal seria que todos nós trabalhássemos para que essas situações diminuam.

Modernismo

Entende-se aqui por «Modernismo» um movimento estético, em que a literatura surge associada às artes plásticas e por elas influenciada, empreendido pela geração de Fernando Pessoa (n. 1888), M. Sá-Carneiro (n. 1890) e Almada-Negreiros (n. 1893), em uníssono com a arte e a literatura mais avançadas na Europa, sem prejuízo, porém, da sua originalidade nacional. Trata-se, pois, de algo delimitado no tempo, algo sobre que temos já uma perspectiva histórica, embora seja lícito, não só descobrir-lhe precedentes na própria literatura portuguesa (sobretudo na geração de Eça de Queirós, autor das atrevidas Prosas Bárbaras e criador, com Antero, do poeta fictício, baudelairiano, Carlos Fradique Mendes; em Cesário Verde, em Eugénio de Castro, em Camilo Pessanha, em Patrício), mas ainda assinalar os seus prolongamentos até aos nossos dias, a sua acção decisiva na instauração entre nós do que consideramos agora a «modernidade». O modernismo assim definido tem consequências mais profundas que o simbolismo-decadentismo de 1890, a que os Espanhóis chamam «Modernismo»: implica uma nova concepção da literatura como linguagem, põe em causa as relações tradicionais entre autor e obra, suscita uma exploração mais ampla dos poderes e limites do Homem, no momento em que defronta um mundo em crise, ou a crise duma imagem congruente do Homem e do mundo.