eu !

Eu sou o Ricardo Romão, tenho 19 anos e vivo em Trindade, perto de Beja.

Escolhi o Curso Técnico de Energias Renováveis porque, desde pequeno, tenho um grande interesse por actividades relacionadas com mecânica e electrotecnia. Lembro-me, por exemplo, de ter curiosidade por assuntos relacionados com estes ramos e, por isso, desde há algum tempo, que desmonto tomadas e mais coisas relacionadas com o curso. Outra das razões que presidiu a esta minha opção prende-se com o facto de me terem dito que o futuro do nosso país passará pelo desenvolvimento das energias renováveis e que se irão criar muitos postos de trabalho.

De facto, os meus objectivos são, essencialmente, arranjar um emprego para seguir a minha vida sem problemas, ganhar um bom dinheiro, para assegurar uma vida estável. Consequentemente, por agora, o meu maior objectivo é concluir o curso.

Os meus tempos livres são ocupados, preferencialmente, com os amigos, a jogar futebol, a ver televisão, a caçar e a jogar computador.

Por vezes, preocupo-me com alguns problemas existentes no nosso mundo, como a fome e algumas doenças, bem como com algumas pessoas que são excluídas dos seus grupos. Em alguns dos meus momentos de reflexão sobre a realidade social do nosso Mundo, sinto-me incomodado e penso que o ideal seria que todos nós trabalhássemos para que essas situações diminuam.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

OS OBJECTIVOS DE DESENVOLVIMENTO DO MILÉNIO

1. Erradicar a pobreza extrema e a fome

2. Alcançar o ensino primário universal

3. Promover a igualdade de género e a autonomização da mulher

4. Reduzir a mortalidade de crianças

5. Melhorar a saúde materna

6. Combater o VIH/SIDA, a malária e outras

7. Garantir a sustentabilidade ambiental

 8. Criar uma parceria global para o desenvolvimento

                              -Erradicar a extrema pobreza e a fome

  Reduzir pela metade o número de pessoas que sobrevivem com menos de 1 dólar por dia e que passam fome. Em uma condição precária como essa, não há possibilidade de que as crianças vivam sua infância como deveria ser: sem preocupações e ocupada pela imaginação. 
Um bilião e duzentos milhões de pessoas sobrevivem com menos do que o equivalente a $ 1,00 (PPC — paridade do poder de compra, que elimina a diferença de preços entre os países) por dia. Mas tal situação já começou a mudar em pelo menos 43 países, cujos povos somam 60% da população mundial. Nesses lugares há avanços rumo à meta de, até 2015, reduzir pela metade o número de pessoas que ganham quase nada e que — por falta de emprego e de renda – não consomem e passam fome.

Exemplos de possíveis acções empresariais e associativas com o poder público, ONG, grupos representativos locais e fornecedores:
  Estímulo à agricultura familiar e comunitária de subsistência; Combate à fome em regiões metropolitanas e rurais, através de iniciativas de voluntariado, distribuição e capacitação de mão de obra na elaboração de alimentos básicos; Programas de apoio à merenda escolar; Apoio a programas de educação, capacitação e inclusão digital de crianças e jovens para futura inserção no mercado de trabalho; Programas de redução do analfabetismo funcional, familiar e da comunidade de interferência; Apoio à geração alternativa de renda, através de estruturação de cooperativas e aproveitamento da produção em suas actividades e suporte na comercialização de excedente; Implementação de políticas de diversidade, com inclusão de minorias étnicas, portadores de deficiência, outros grupos discriminados, etc...

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Epicurismo e Estoicismo

Epicurismo e Estoicismo

Epicurismo

Doutrina filosófica fundada por Epicuro em Atenas por volta do ano 307 a. C. e que durou até ao século V d. C., tendo sido retomada no século XVI por Gassendi, entre outros. Epicuro nasceu em Samos em 341 e morreu em Atenas em 271 a. C. Nas suas viagens foram formando um grupo de amigos e discípulos, entre os quais propagava as suas doutrinas, sobretudo em Mitilene e Lâmpsaco, fixando-se depois em Atenas.
O epicurismo estava, sobretudo preocupado com a vivência prática - a vida comunitária e a prática da virtude -, mais do que com a justificação teórica, tratava de seguir dogmaticamente as posições fundamentais do seu primeiro mestre no que diz respeito à ética, à gnosiologia, à física e à cosmologia.
O ponto central em torno do qual todos os outros se ordenam é a ética; neste âmbito Epicuro defendia que o homem deve procurar a felicidade e que a encontra em duas formas de prazer: o perene e o que está sujeito a alteração. O prazer é o equivalente à ausência de dor, sendo, portanto, esse o objectivo supremo do homem. A dor física é a mais fácil de eliminar, pois normalmente, pensava Epicuro, tem pouca duração; já a dor moral ou espiritual é mais difícil de dominar, pois está enraizada no homem e nem sempre se lhe conhecem as causas. É aqui que entra a sua teoria do conhecimento, pois para conhecer as causas do sofrimento moral ou espiritual há que procurar a verdade e deixar para trás as opiniões falsas. É neste sentido que Epicuro procura explicar que as percepções, materiais ou espirituais, são sempre verdadeiras, o juizo que formamos acerca delas é que pode não ser.
A busca da felicidade culminaria num estado tal que o homem se tornaria livre, independente das sujeições ao mundo, aos seus sofrimentos e, sobretudo, aos medos que o dominam irracionalmente, como seja o medo à morte.
Quanto à sua cosmologia e à sua física, defende, no fundamental, o atomismo materialista de Demócrito, o qual teria conhecido através de Nausífanes: tudo é composto por átomos, inclusivamente a alma, embora estes sejam mais subtis do que os do corpo.


Estoicismo

Movimento filosófico que nasceu em Atenas e cujo nome deriva do local em que Zenão de Citio, o seu fundador, instalou a respectiva escola: stoà poikile , quer dizer, o "Pórtico das pinturas". O estoicismo teve início por volta do ano 300 a. C. e prolongou-se até ao século II d. C. Além de Zenão, foram adeptos deste movimento Cleantes de Assos, Crisipo, Posidónio, Séneca, o escravo Epicteto e o imperador Marco Aurélio.
Tal como para os filósofos cínicos, com quem se relaciona este movimento, o homem é o centro da problemática estóica, sobretudo no que diz respeito à moral.
Vê a natureza como composta de dois princípios, dos quais um é activo e outro é passivo, um é a matéria e outro é a razão, o Logos , que identifica com Deus; mesmo deus é material, embora subtil. É este último princípio que, ao misturar-se com a matéria grosseira que constitui o corpo, a ordena, agindo como um artífice e presidindo ao destino que está ditado previamente. Dos quatro elementos naturais (fogo, ar, água e terra), o fogo é o princípio activo.
O estoicismo defende a ideia de que o universo decorre temporalmente por ciclos que se repetem quando os astros regressam às suas posições primordiais; cada ciclo é chamado grande ano .
A auto-suficiência é o objectivo supremo do estoicismo, que assume como lema o adágio ascético sustine et abstine , suporta e renuncia. Cada ser deve viver com a sua própria natureza, logo, ao homem, que se caracteriza por ser eminentemente racional, cabe viver de acordo com a virtude para atingir o objectivo máximo: a felicidade. Esta só é alcançável através do cumprimento do adágio já referido, tornando o homem um ser autárquico, quer dizer, cujo princípio está em si mesmo e que, por isso, é senhor de si. Para alcançar este fim, o sábio deve renunciar às suas paixões; a esta renúncia chamam os estóicos ataraxia ou apatia .
Ao longo da história do estoicismo podemos detectar variantes doutrinais particulares que se devem a cada um dos pensadores desta escola. Podemos encontrar no cristianismo uma grande influência do estoicismo; os mestres do cristianismo recomendavam a leitura dos grandes estóicos e aceitavam a sua doutrina como uma manifestação do Verbo antes da vinda de Cristo, tal como, aliás, aceitavam do mesmo modo o pensamento quer de Platão, quer de Aristóteles.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Análise do poema "estou cansado, é claro" de Álvaro de Campos

Análise do poema "estou cansado, é claro" de Álvaro de Campos
O poema em questão enquadra-se na terceira fase de Álvaro de Campos - a fase pessimista, onde o poeta encara mais a frio a realidade da sua vida, depois das duas fases anteriores (a decandentista e a futurista), onde ainda era dominado por um sentimento de grande esperança, mesmo que diluída.
O tema do cansaço é um tema recorrente nesta fase e um tema que domina literalmente muitos dos poemas de Campos. Podemos recordar-nos rapidamente de alguns: "O que há em mim é sobretudo cansaço"; "Eu, eu mesmo... Cheio de todos os cansaços..."; "Não, não é cansaço", entre outros.
Cansaço afinal de quê? Pensamos que cansaço de viver, mas sobretudo cansaço de viver uma vida que nunca se assemelha à vida que o poeta imagina que podia ser a sua. Ele vive uma vida simples, precária, doente, sem fama ou glória, e sobretudo sem ter atingido nenhum dos seus objectivos principais. Ele (Pessoa) que abdicou da vida normal, do amor, em favor da sua obra, da sua escrita, encontra-se cada vez mais sozinho, cada vez mais abandonado, cada vez mais à beira da loucura, e sobretudo encontra-se cada vez mais longe de onde imaginara poder estar.
Este desencantamento com a vida é uma marca forte da poesia tardia de Pessoa. E diz-nos muito do que ele sentia, diz-nos imensamente sobre o que ele sofria com o seu quotidiano - um dia-a-dia feito de coisas originais, de pesquisas profundas, mas que progressivamente se esgotava com o tempo e não dava frutos visíveis.
Nestes poemas que agora analisamos o desencantamento aparece afinal como súmula do tema principal. Não é só tristeza, é desilusão, falta de esperança, nada.
Estou cansado: é uma constatação fria da sua condição actual. E é uma constatação que não deixa lugar à mudança, apenas um sorriso triste ("um pouco sorridente"). Sorriso triste ele mesmo de consciência do fim de estrada, de resolução, de inevitabilidade. O curso da sua vida termina nesta conclusão a preto e branco. Sem esperança mas ainda lúcido e inteligente, Campos lança uma visão geral sobre a sua vida e diz-nos o que vê, sem entoação na sua voz.
Os recursos estilísticos que usa, são em favor deste ciclo fechado e doente: as repetições, as aliterações, as interrogações indefinidas...
A sua "cabeça", a sua mente, agora serve-lhe apenas para esta retrospecção triste e apagada, para mais nada.



Análise da ode de Ricardo Reis "anjos ou deuses"

Análise da ode de Ricardo Reis "anjos ou deuses"
“Anjos ou deuses” é uma das odes de Ricardo Reis, escrita em 1914 e inicialmente preparada para inserção no chamado “projecto de 1914”.
Quanto à sua análise, diremos o seguinte:
Inserção na obra e no autor:
Não podemos falar de uma “Obra de Ricardo Reis”, porque em rigor Fernando Pessoa não chegou a preparar as odes e demais poemas deste heterónimo numa forma que nos levasse a falar numa obra congruente e definida. Por isso, a ode em questão enquadra-se no quadro das odes iniciais, nomeadamente aquelas inseridas num projecto de 1914, no que mais se aproxima de um verdadeiro livro de odes de Ricardo Reis, que nunca chegou verdadeiramente a existir. Mas mesmo assim, é uma ode clássica de Reis, marcada pelo rigor da forma e pela escolha do tema.
Tema e assunto:
O tema desta ode será os deuses, ou mais propriamente a relação entre homens e deuses. Trata-se de um tema recorrente em Reis, e um tema da poesia clássica da antiguidade, presente nomeadamente em Horácio, grande inspirador deste heterónimo.
Sentimentos do eu poético:
Julgo que o sentimento prevalente de Reis seja a aceitação objectiva de um facto. Se é verdade que Reis muitas das vezes se angustia com o seu pensamento, aqui ele constata o que para ele é um facto objectivo – que os homens se relacionam com os deuses, como o gado se relaciona com os homens. Se algo transparece é uma óbvia desilusão com a realidade, porque ao mesmo tempo que assume a consciência da verdade, o poeta assume a inconsequência de querer saber mais. O eu poético pode assim dizer-se fracturado, incapaz, mas sobretudo consciente.
Estrutura externa:
A métrica identifica-se como sendo derivada da métrica clássica das odes horacianas: a estrofe arcaica Horaciana - odes de quatro versos, com versos brancos e sem rima. Dá por isso total corpo à estrutura-maior: Estrofe, antístrofe e epodo – tema, desenvolvimento (resposta ao tema) e conclusão do poema.
Análise estilística:
Esta ode é pobre em recursos estilísticos, mas mesmo assim se observa o uso de aliterações e repetições (por ex. “de nós”), assim como de metáfora (“como acima dos gados”) e metonímia.





Alberto Caeiro "se depois de eu morrer" analise

Alberto Caeiro "se depois de eu morrer"

Este poema, datado de 8 de Novembro de 1915 pertence ao conjunto de poemas de Alberto Caeiro denominado por "Poemas Inconjuntos".

Os poemas inconjuntos são aqueles poemas que, pela sua natureza, não puderam ser incluídos nem no "Guardador de Rebanhos" nem no "Pastor Amoroso", ou seja, são poemas desgarrados, sem temas específicos, que foram deixados num conjunto externo.·
No entanto por este poema inconjunto passam temas queridos a Alberto Caeiro - nomeadamente a falta de metafísica, a ausência de pensamento e uma sensação forte de não pertencer a nada, um alheamento forte da realidade e da vida.·
Diz Caeiro que a sua biografia (a sua vida) tem só duas datas: a do seu nascimento e a da sua morte. Todos os outros dias são seus. O que quer Caeiro dizer com isto?

É simples. Os dias da vida de Caeiro pertenceram-lhe, não pertenceram à humanidade, à realidade exterior. Apenas duas datas exteriores teve Caeiro - quando nasceu, porque não o podia evitar, e a morte, porque também lhe será uma data alheia que não pode controlar. No meio das duas, no que é costume dizer-se se enchem as biografias das pessoas, Caeiro não acha nada que possa pertencer a uma biografia comum, porque os seus dias não foram dias normais, de um homem com uma vida normal.·
Caeiro vive a sua vida para dentro - é uma realidade interior, vivida interiormente. No exterior não há nada de Caeiro, apenas uma calma intensa, de um homem tranquilo, sem acção.·
"Sou fácil de definir", diz ele. E na realidade é mesmo. Porque ele só viu. Viu como um "danado", ou seja, foi essencialmente um observador da realidade. E mais nada. Nada. Não amou com sentimento, nem desejou cegamente. Nem sequer ouviu só por ouvir. Compreendeu a realidade das coisas serem diferentes umas das outras - sem ligação entre si, ou seja, sem significado. Compreendeu com os olhos e nunca com o pensamento.·
O mesmo é dizer que Caeiro não quis pensar. Só quis ver. E isso impediu que ele tivesse uma vida como os outros tinham uma vida, pois ele é apenas um contemplador, não agiu, não interferiu com a realidade exterior. Foi uma personagem diáfana que passou pela realidade humana exterior.

A morte chegou-lhe como o sono a uma criança.·
Esta metáfora simples simboliza a posição de Caeiro perante a vida - quer aproximar-se à inocência de uma criança (a criança nova que ele refere no Guardador de Rebanhos). As crianças, enquanto são crianças, não sabem que vivem.

Além disso apenas foi o "único poeta da natureza". Uma afirmação estranha, para quem não viveu um único dia. Mas permitimos a Caeiro este erro momentâneo, se compreendermos a sua missão impossível.

Análise do Poema "Mar Português"

Análise do Poema "Mar Português"
Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.

Reflexão:
Este poema compara-se com o episódio “despedida das naus em Belém” de “Os Lusíadas” pois as lágrimas de Portugal que tornaram salgados o mar, são as mesmas que os familiares choraram perante a partida dos marinheiros para a aventura marítima.

Modernismo nas artes plásticas

Modernismo nas artes plásticas
O Modernismo revolucionou as artes visuais e a arquitectura. Em vez de retratar eventos e personagens históricos, o que importava era o quotidiano da vida contemporânea. No lugar de obras que reproduzissem a natureza ou o mundo como eram vistos, o objectivo era mostrar nas pinturas e esculturas como o artista percebia a realidade dentro da mais pura abstracção. No lugar das construções ornamentadas que reciclavam o passado, surge uma arquitectura aerodinâmica e despojada, inspirada nas máquinas e inventora dos arranha-céus. A tradição e todas as suas regras e convenções foram atacadas pelos artistas modernistas, que proclamaram que qualquer tema e forma eram válidos. O Modernismo nas artes plásticas começou a nascer com o Impressionismo. Movimento que surge na França na segunda metade do século 19, ele foi o primeiro a romper com a arte académica. A ideia era apresentar a percepção sensorial ou a “impressão” que o artista tinha da realidade. Pintores como Edouard Manet, Claude Monet, Edgar Degas e Pierre-Auguste Renoir foram expoentes desse movimento. Enquanto o Impressionismo agitava o mundo das artes com sua nova concepção de luz e cor, o mundo da escultura descobria a genial modernidade de Auguste Rodin. Contra os padrões rígidos neoclássicos, Rodin produziu esculturas que revelavam sua percepção e seu sentimento, como ao distorcer a anatomia de algumas personalidades retratadas. A partir do Impressionismo, o universo das artes visuais viveu uma sucessão de movimentos fragmentados que rompiam de forma cada vez mais radical com os padrões anteriores. Foi assim com o Expressionismo, que mostrava as emoções extremas do ser humano, como no quadro “O Grito”, do pintor norueguês Edvard Munch, e com o Simbolismo e seu mundo de fantasias e fantasmas. Mas é com o surgimento das vanguardas artísticas no começo do século 20 que o Modernismo explodiu em criatividade e radicalismos. Elas romperam com todos os traços de tradição que restavam. Com as vanguardas vieram principalmente o Fauvismo, com suas cores vibrantes e totalmente distorcidas da realidade, o Futurismo e sua exaltação à velocidade e à vida moderna, o Cubismo, com suas formas angulares ou curvais espalhadas pela tela, o Dadaísmo, com seu nome esse escandalizador, e o Surrealismo, filho directo do dadaísmo que acrescentou alucinações e o inconsciente às artes plásticas.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

VIDA E OBRA DE FERNANDO PESSOA

No ano de 1888, nasceu em Lisboa um dos maiores escritores de sempre, Fernando Pessoa. A sua infância foi bastante complicada, pois perdeu o pai e irmão nesta fase inicial da sua vida. Após o sucedido, o novo marido de sua mãe leva-os para África do Sul. Aí Pessoa adquiriu uma educação britânica, o que lhe proporcionou um enorme contacto com a língua inglesa. Revela-se um aluno brilhante, no entanto nunca conseguiu alcançar uma bolsa de estudo para entrar numa universidade inglesa. De volta a Portugal, Pessoa frequentou o curso superior de letras, mas desistiu passados dois anos sem qualquer aproveitamento. Então arranjou emprego como correspondente comercial. Fernando Pessoa é encontrado morto na sua casa em 1935 com 47 anos de idade.
Fernando Pessoa, apesar de ter escrito várias obras só conseguiu publicar uma em vida, Mensagem. Ao longo da sua vida publicou vários trabalhos em revistas, tendo introduzido o Modernismo em Portugal através da edição da revista Orpheu. Álvaro de Campos, Alberto Caeiro e Ricardo Reis, são os heterónimos mais importantes deste escritor. Pessoa apesar de muito admirado pelos seus amigos, nunca conseguiu ser reconhecido pelo público, continuando a ser um anónimo empregado de escritório. Hoje em dia Fernando Pessoa é conhecido mundialmente, sendo as suas obras traduzidas para mais de 37 países.