eu !

Eu sou o Ricardo Romão, tenho 19 anos e vivo em Trindade, perto de Beja.

Escolhi o Curso Técnico de Energias Renováveis porque, desde pequeno, tenho um grande interesse por actividades relacionadas com mecânica e electrotecnia. Lembro-me, por exemplo, de ter curiosidade por assuntos relacionados com estes ramos e, por isso, desde há algum tempo, que desmonto tomadas e mais coisas relacionadas com o curso. Outra das razões que presidiu a esta minha opção prende-se com o facto de me terem dito que o futuro do nosso país passará pelo desenvolvimento das energias renováveis e que se irão criar muitos postos de trabalho.

De facto, os meus objectivos são, essencialmente, arranjar um emprego para seguir a minha vida sem problemas, ganhar um bom dinheiro, para assegurar uma vida estável. Consequentemente, por agora, o meu maior objectivo é concluir o curso.

Os meus tempos livres são ocupados, preferencialmente, com os amigos, a jogar futebol, a ver televisão, a caçar e a jogar computador.

Por vezes, preocupo-me com alguns problemas existentes no nosso mundo, como a fome e algumas doenças, bem como com algumas pessoas que são excluídas dos seus grupos. Em alguns dos meus momentos de reflexão sobre a realidade social do nosso Mundo, sinto-me incomodado e penso que o ideal seria que todos nós trabalhássemos para que essas situações diminuam.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Análise do poema "estou cansado, é claro" de Álvaro de Campos

Análise do poema "estou cansado, é claro" de Álvaro de Campos
O poema em questão enquadra-se na terceira fase de Álvaro de Campos - a fase pessimista, onde o poeta encara mais a frio a realidade da sua vida, depois das duas fases anteriores (a decandentista e a futurista), onde ainda era dominado por um sentimento de grande esperança, mesmo que diluída.
O tema do cansaço é um tema recorrente nesta fase e um tema que domina literalmente muitos dos poemas de Campos. Podemos recordar-nos rapidamente de alguns: "O que há em mim é sobretudo cansaço"; "Eu, eu mesmo... Cheio de todos os cansaços..."; "Não, não é cansaço", entre outros.
Cansaço afinal de quê? Pensamos que cansaço de viver, mas sobretudo cansaço de viver uma vida que nunca se assemelha à vida que o poeta imagina que podia ser a sua. Ele vive uma vida simples, precária, doente, sem fama ou glória, e sobretudo sem ter atingido nenhum dos seus objectivos principais. Ele (Pessoa) que abdicou da vida normal, do amor, em favor da sua obra, da sua escrita, encontra-se cada vez mais sozinho, cada vez mais abandonado, cada vez mais à beira da loucura, e sobretudo encontra-se cada vez mais longe de onde imaginara poder estar.
Este desencantamento com a vida é uma marca forte da poesia tardia de Pessoa. E diz-nos muito do que ele sentia, diz-nos imensamente sobre o que ele sofria com o seu quotidiano - um dia-a-dia feito de coisas originais, de pesquisas profundas, mas que progressivamente se esgotava com o tempo e não dava frutos visíveis.
Nestes poemas que agora analisamos o desencantamento aparece afinal como súmula do tema principal. Não é só tristeza, é desilusão, falta de esperança, nada.
Estou cansado: é uma constatação fria da sua condição actual. E é uma constatação que não deixa lugar à mudança, apenas um sorriso triste ("um pouco sorridente"). Sorriso triste ele mesmo de consciência do fim de estrada, de resolução, de inevitabilidade. O curso da sua vida termina nesta conclusão a preto e branco. Sem esperança mas ainda lúcido e inteligente, Campos lança uma visão geral sobre a sua vida e diz-nos o que vê, sem entoação na sua voz.
Os recursos estilísticos que usa, são em favor deste ciclo fechado e doente: as repetições, as aliterações, as interrogações indefinidas...
A sua "cabeça", a sua mente, agora serve-lhe apenas para esta retrospecção triste e apagada, para mais nada.



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